Kamen Rider Legend - Temporada 3 - Femme Survive. Uma nova chance pra Yui. - Capítulo 3
Kamen Rider Legend - Temporada 3
Femme Survive. Uma nova chance pra Yui.
CAPÍTULO 3 — O Mundo Que Não Reflete, Acolhe
O vento foi a primeira coisa que Yui percebeu.
Não era eco.
Não era vibração artificial.
Era imprevisível.
Yui Kanzaki fechou os olhos e deixou o ar tocar seus cabelos.
— Ele… não repete.
Tsukuyomi sorriu discretamente:
—Aqui, na Zona de transição entre o Mundo Real e o Wonder World, as coisas não são cópias.
Ao redor, as Girls Remix observavam com respeito silencioso.
Ninguém a cercava.
Ninguém invadia.
Sachika Amane aproximou-se com cuidado:
—Se ficar difícil, a gente diminui o ritmo.
Yui olhou para ela, confusa:
— Diminuir?
Sachika assentiu:
—Nem toda travessia precisa ser corrida, Yui...
A simplicidade daquela frase quase desmontou algo dentro dela.
No Mirror World, tudo era urgência.
Ali… havia tempo.
Aquele foi o primeiro impacto.
Sachika, de modo acolhedor lhe oferece a mão, sinalizando caminharem juntas.
Yui aceitou...
Tudo era novo para Yui.
Tudo era intenso também.
Um jogo de vôlei com as amigas ...
Um pássaro voando...
Um bosque repleto de flores...
O cheiro da grama...
A água cristalina do lago.
O sorvete de morango...
Um bolo recheado de chocolate especialmente feito por Sachika.
Um jogo de game de fizeram ao lado de Poppy.
Coisas que poderiam parecer triviais a qualquer pessoa, para Yui tinha um outro significado.
O resgate de uma memória há muito perdida.
Os sentidos de Yui despertaram de uma forma tão intensa que Yui finalmente se sentiu viva.
O Sol já se punha no horizonte na Zona de Transição, quando Yui sente uma presença familiar se aproximar.
Passos firmes ecoaram pela calçada.
O perfume, após tantos anos, era o mesmo.
Yui reconheceu antes mesmo de ver.
Shinji Kido parou a poucos metros dela.
Mais maduro.
Mais sóbrio.
Menos impulsivo.
Mas ainda com a mesma luz nos olhos.
As Girls Remix respeitosamente se retiram do ambiente.
Era o momento de Yui.
De seu reencontro consigo mesma e com amigos de uma jornada.
Shinji respirou fundo antes de falar:
—Yui-chan...Eu sempre achei que, se o mundo fosse refeito…você teria outra chance.
—Eu estava certo...
—O “Gênio” resetou o mundo e o “Lorde” manteve... — numa referência a Sento e Sougo, respectivamente.
—Histórias foram recontadas e tragédias foram revistas...
—RX, Blade...,Decade...
—Tantos outros...
—Hoje formamos uma Irmandade...
—Mas faltava você...
—Essa lacuna começa a ser corrigida...
A voz não tremia.
Era estável.
Ao lado dele, um outro amigo de tempos remotos, estava lá, com as mãos nos bolsos, postura contida:
Ren Akiyama manteve o olhar fixo nela:
— Não viemos lutar.
Pequena pausa.
—Viemos garantir que você não precise mais.
Yui piscou rapidamente.
Shinji deu um passo à frente e tomado pela emoção, diz:
—Eu lutei por você. Mas nunca perguntei o que você queria.
O silêncio agora era diferente.
Não era o silêncio do espelho.
Era espaço para resposta.
Yui levou alguns segundos.
— Eu…não sei.
Ren assentiu levemente.
— Então começa por isso...
Shinji sorriu:
—É isso..,descobrir e descobrir
—É bom ter você de volta, minha grande amiga...
xxxx
Já era noite.
Yui, Kido, Ren e as Girls Remix olhavam o céu estrelado.
Nesse instante, uma luz suave surgiu atrás das Girls Remix.
Não cortante...
Não invasiva...
Orgânica.
Touma Kamiyama segurava um livro aberto.
Ao lado dele, serena como sempre, Sophia observava Yui com compreensão silenciosa.
Touma falou com suavidade:
—O mundo real pode ser intenso demais depois de tanto isolamento.
Sophia completou:
—O Wonder World pode ser uma ponte. Um espaço onde sua existência se estabiliza sem ruptura.
Yui inclinou a cabeça:
—Eu preciso voltar para outro mundo… para existir?
Touma fechou o livro parcialmente.
— Não.
Ele sorriu.
—Mas todo novo capítulo precisa de adaptação.
Shinji olhou para Ren.
Ren respondeu com um leve movimento de cabeça.
Confiança.
Ele se dirige a Yui e diz:
—Tudo foi pensado para que sua volta ocorra sem traumas...
—A Irmandade te reconhece como uma igual...Como uma de nós...
Tsukuyomi aproximou-se novamente e toma a palavra:
—Você não está sendo transferida.
Ela colocou a mão sobre o próprio peito.
— Está sendo acolhida.
Sachika segurou a mão de Yui.
— E a gente vai com você.
Uma a uma, as Girls Remix se aproximaram.
Não como guarda.
Como círculo.
Yui sentiu algo inédito.
Não era responsabilidade.
Não era obrigação.
Era suporte.
Ela respirou fundo.
—Se eu ficar nesse…Wonder World…
Touma respondeu, sorrindo:
— Você não perde quem é.
Sophia completou:
—Você descobre quem pode ser.
Yui olhou para Shinji.
Ele sorriu.
—Confie, Yui-chan... Eu tô aqui.
Ren cruzou os braços.
— E eu também.
Um pequeno silêncio se estabelece:
Yui deu um passo à frente.
A luz não a engoliu.
A envolveu.
xxxx
Enquanto atravessava a dobra narrativa, algo diferente aconteceu.
Por um instante, o ar ao redor dela brilhou.
Não como Femme.
Não como reflexo.
Mas como possibilidade.
Uma armadura se insinuou na energia — mais leve, mais luminosa.
Não imposta.
Latente.
Sophia percebeu primeiro.
Touma fechou os olhos e murmurou:
—A história já começou a escrever a próxima forma.
No limite da transição, Yui olhou para trás.
Para o céu real do Wonder World .
Para Shinji.
Para Ren.
E disse, quase em sussurro:
— Eu volto.
Shinji respondeu com convicção tranquila:
—Dessa vez…você escolhe como e quando.
A luz se fechou suavemente.
Sem explosão.
Sem ruptura.
Apenas continuidade.




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