Kamen Rider Legend- Temporada 3 - Femme Survive: Uma nova chance pra Yui


 
Kamen Rider Legend - Temporada 3
Femme Survive: Uma nova chance pra Yui 

CAPÍTULO 4

Quatro Semanas Para Existir

O Wonder World não era espelho.

Era página em branco.

Árvores que pareciam desenhadas com tinta viva.

Céu que mudava de tom conforme o sentimento predominante.

Silêncio que não pressionava.

Yui Kanzaki estava no centro de um campo aberto.

Não como peça de um jogo.

Mas como protagonista de um processo.

Um processo carinhosamente pensado pra ela.

Foram quatro semanas...

Quatro semanas intensas.

Quatro semanas que redefiniram Yui e a prepararam para um novo ciclo.

SEMANA 1 — Corpo que Decide

O primeiro a se aproximar foi Kazuma Kenzaki.

Ele não trouxe discursos.

Trouxe postura.

—Você lutou por sobrevivência, Yui-chan...

—Agora vai lutar por escolha.

O treino começou simples.

Base.

Equilíbrio.

Respiração.

Yui atacava como alguém acostumada a urgência.

Kenzaki bloqueava sem contra-atacar.

—Você ainda se move como se o tempo estivesse acabando.

Ela recuou:

— Ele sempre estava...

Kenzaki manteve o olhar firme.

— Não está mais.

—Você é a senhora do seu tempo...Yui-chan.

Dias passaram.

Os golpes ficaram menos desesperados.

Mais precisos.

No fim da semana, ele disse apenas:

— Você não está reagindo. Está decidindo... Parabéns, Yui-chan!

Aquelas palavras calaram fundo na alma de Yui.

Foi a sua primeira vitória invisível.

Da sede da Sword of Logos, Touma, Sophia, Sento e Karizaki se mostravam satisfeitos com a evolução de Yui.

Sento fala por todos:

—Está dando certo...

SEMANA 2 — Força que Não Corrompe

A segunda presença chegou com leveza quase juvenil.

Kouta Kazuraba.

Ele caminhava como alguém que já havia sido humano…e mais do que isso.

—Poder pode nascer do medo.

— Ou da proteção.

Ele levou Yui até uma região do Wonder World onde a paisagem respondia à emoção.

Quando ela hesitava, o céu escurecia.

Quando respirava fundo, clareava.

—O mundo sente você — explicou Kouta. —Mas não te controla. Entenda isso!

Ele ensinou canalização.

Não agressividade.

Yui fechou os olhos e deixou a energia circular.

Pela primeira vez, o poder não parecia contrato.

Parecia extensão.

No último dia da semana, Kouta sorriu:

—Você não precisa destruir nada para existir.

Yui sorriu.

O céu ficou dourado.

SEMANA 3 — Estratégia sem Desespero

A terceira semana começou com elegância quase teatral.

Ukiyo Ace apareceu como se já soubesse o final da história.

—Você lutava num jogo onde só um podia vencer.

Ele inclinou levemente a cabeça.

Ao fazer o gesto da raposa com os dedos, Ace sorri.

—Vamos reescrever as regras.

Ace criou simulações narrativas dentro do Wonder World.

Cenários de pressão.

Decisões múltiplas.

Mas sempre havia alternativa.

—O erro não encerra sua existência — disse ele.

Yui falhou várias vezes.

E ninguém morreu.

Essa foi a maior mudança.

No final da semana, Ace falou com serenidade:

— Você não é mais peça. É autora.

Yui sustentou o olhar dele.

Sem medo.

Da base da Sword of Logos, era a vez de Karizaki comemorar:

-The win! Yui-chan está arrebentando...

SEMANA 4 — Integração

Na última semana, os três permaneceram...

Kenzaki.

Kouta.

Ace.

Mas não estavam sozinhos.

Tsukuyomi observava atenta.

Sachika Amane acompanhava cada avanço.

Hana cruzava os braços, orgulhosa.

O treino final não foi combate.

Foi permanência.

Yui ficou sozinha no centro do campo.

Sem instrução.

Sem ataque.

Sem urgência.

O Wonder World começou a vibrar levemente.

Resquícios do Mirror World ecoaram.

Instabilidade natural da transição.

Yui respirou.

Não sacou arma.

Não entrou em postura de defesa.

Ela simplesmente declarou:

—Eu existo aqui.

A energia ao redor respondeu.

Não como reflexo.

Como afirmação.

Uma luz envolveu seu corpo.

Não agressiva.

Não impositiva.

A armadura surgiu diferente.

Mais clara.

Mais integrada.

Sem peso de contrato.

Femme Survive atingia sua plenitude.

Não como evolução de guerra, mas como consolidação de identidade.

Kenzaki assentiu:

—All rigth...Estável.

Kouta sorriu;

— Harmonizada.

Ace completou:

— Escolhida.

Os três Riders senpais, num gesto que surpreendeu Yui, com reverência a aplaudiram.

O Retorno ao Mundo Real

Quando Yui atravessou de volta, não houve distorção.

O ar a reconheceu.

Shinji estava lá.

Ren também.

Ela caminhou até eles.

Sem pressa.

Sem destino imposto.

Shinji sorriu.

— Então?

Yui respirou fundo.

— Eu quero ficar.

Ren deu um meio sorriso quase invisível.

— Então fica.

Ao longe, no limite entre dimensões, uma figura observava silenciosamente.

Shiro Kanzaki.

Não controlador.

Não manipulador.

Apenas…irmão.

Sophia aproximou-se dele no Wonder World.

—Aqui, você pode descansar, Shiro-san...

Pela primeira vez, Shiro não argumentou.

Uma discreta lágrima escorreu do seu rosto:

—Seja feliz, Yui...

 EPÍLOGO

Os dias se passam...

Na Milk Dipper, as Girls Remix se reuniram novamente.

Não para decidir.

Mas para celebrar.

Tsukuyomi ergueu a xícara.

—Às histórias que não terminam em sacrifício.

Sachika completou:

—E às escolhas que começam depois da dor.

Yui observava em silêncio.

Não isolada.

Integrada.

O espelho ainda existia.

Mas não como prisão.

Como memória.

E, se um dia fosse necessário lutar…

Ela lutaria.

Não por sobrevivência.

Mas por aquilo que escolheu proteger.

Ela mesma.

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Naquele fim de tarde de Tóquio, tudo parecia comum.

E essa era a parte extraordinária.

Yui Kanzaki estava sentada em um banco de praça, observando o reflexo do céu em uma vitrine distante.

Por instinto, seu corpo ainda analisava superfícies refletivas.

Mas não com medo.

Com consciência.

Passos se aproximaram.

Shinji Kido carregava três latas de café.

—Eu ainda erro o sabor que você gosta — disse, meio sem jeito.

Ela aceitou a lata.

—Eu nunca tive tempo de escolher um.

Ele sorriu.

— Então escolhe agora.

Alguns segundos depois, outra presença.

Silenciosa.

Ren Akiyama encostou-se ao lado do banco, braços cruzados.

— O espelho daquela loja não é portal.

Yui olhou para ele.

— Eu sei.

Ren sustentou o olhar por um instante… e assentiu.

Não era vigilância.

Era cuidado.

O vento moveu levemente as árvores.

Shinji foi o primeiro a falar.

—Eu pensei que salvar você significava… vencer.

Ele respirou fundo.

—Mas talvez significasse só… estar aqui.

Yui girou a lata entre os dedos.

— Eu vivi dentro de uma decisão que não era minha.

Após uma pequena pausa, ela prossegue:

— Agora eu não sei o que fazer com liberdade.

Ren respondeu, direto como sempre:

— Aprende.

Ela levantou o olhar.

Ele continuou:

—A gente também está aprendendo.

Shinji riu baixo.

—Eu ainda tomo decisões ruins às vezes.

— Muitas — completou Ren.

O clima não pesava.

Era leve.

Humano.

Yui, nesse instante, encarou o vidro da loja novamente.

Seu reflexo estava ali.

Inteiro.

Estável.

Ela levantou a mão.

O reflexo repetiu.

Sem distorção.

Sem outro mundo por trás.

—Ele não me chama mais — disse em voz baixa.

Shinji inclinou a cabeça.

—Porque você não está fugindo dele.

Ren completou:

— Nem presa.

Yui respirou fundo.

O ar entrou sem resistência.

Sem urgência.

—Eu achei que precisava morrer para que tudo acabasse.

—Mas eu só precisava viver.

Shinji não respondeu com palavras.

Ele apenas sorriu.

Ren desviou o olhar para o horizonte.

Mas ficou.

O Futuro

O sol começou a se pôr.

Luz dourada atravessando prédios.

Yui levantou-se do banco.

— Amanhã eu vou voltar ao Wonder World.

Shinji arregalou levemente os olhos.

— Vai embora?

Ela balançou a cabeça.

— Não. Vou treinar mais.

Ren soltou um pequeno sorriso quase invisível.

— Boa decisão.

Ela olhou para os dois.

—Mas eu volto antes do jantar.

Shinji abriu um sorriso largo.

— Isso é… normal.

Yui pensou por um segundo.

— Eu quero o normal.

Ren descruzou os braços.

— Então construa...

Enquanto os três caminhavam pela calçada, uma vitrine refletia suas silhuetas.

Nenhuma delas desapareceu.

Nenhuma delas foi puxada.

O reflexo apenas acompanhava.

Como deveria ser.

No alto, o céu escurecia lentamente.

E, pela primeira vez na história que começou com um desejo desesperado de salvar alguém…

Não havia contagem regressiva.

Só continuidade.

E Yui Kanzaki caminhava não como peça de um jogo.

Não como sacrifício.

Mas como escolha.

No dia seguinte, uma nova e profunda emoção estava reservada a Yui.

Após o intenso treinamento com os Riders Senpais, Yui é chamada por Sophia para uma reunião com as Girls Remix.

Yui se preocupa.

“O que será que aconteceu?” — pensou.

Kenzaki a tranquiliza:

—Calma, Yui-chan...Você terá uma surpresa agradável.

Kazuma Kenzaki tinha razão.

Ao chegar à reunião; Yui percebeu que todas estavam muito emocionadas.

Em especial, Airi Nogami.

 Hana toma a palavra:

—Yui-chan...Os trilhos do tempo da minha história, finalmente foram estabilizados...

—Eu tinha medo, mas você e a sua coragem me inspirou...

—Eu decidi seguir o meu destino e finalmente nascer do ventre da minha mãe...

Yui fica atônita.

Hana prossegue:

—Vou me preparar na Estação Central do Tempo e assumir a forma ectoplasmática de um bebê...

—Enquanto isso, te confio, o meu cinto...

Yui não sabia o que dizer.

Para cada uma das Girls Remix que ela fixava o olhar, ela só via emoção.

Hana caminhou até Yui.

Respirou fundo.

—Eu sempre cheguei cedo demais ou tarde demais.

Ela tocou o Driver.

—Quero agora chegar no começo.

Ela olhou nos olhos de Yui.

A voz suavizou:

—Mamãe precisa de uma filha…

Os olhos de Yui marejaram.

— Você, Yui… precisa de uma mãe…

Tsukuyomi levou a mão aos lábios.

Sachika fechou os olhos.

Hana completou, com coragem serena:

— E eu… preciso de uma irmã.

Silêncio absoluto.

Yui a abraçou.

Não como protetora.

Como família.

O Driver foi entregue.

Sem peso.

Sem fardo.

Poppy vibrou, com lágrimas nos olhos:

—Isso é muito pippopapo legal!

O riso leve dissolveu a tensão.

Hana começou a brilhar suavemente.

— Cuida do intervalo… até eu escolher.

Yui respondeu:

— Eu cuido.

A luz envolveu Hana e ela desaparece lentamente.

Sem dor.

Sem sacrifício.

Era o Recomeço.

Airi se dirige a Yui e toca o seu queixo com ternura:

— Hana, em breve estará dentro de mim...Como a filha que tanto desejei...

—Mas, os trilhos do tempo foram generosos comigo...O universo me concedeu uma outra filha...Você.

Airi estende os braços maternais.

Yui se deixa envolver.

Ela agora tinha um lar... 

 
Kamen Rider Femme Survive - a nova armadura de Yui Kanzaki

 
Airi Nogami, a nova mãe de Yui.

 
Hana, a irmã por escolha 

 
Senpai Kouta Kazuraba ( Kamen Rider Gaim)

 
Senpai Ukiyo Ace, Kamen Rider Geats

 
Shinji Kido - Kamen Rider Ryuki

 
Ren Akiyama -Kamen Rider Kgnith

 
Senpai Kazuma Kenzaki- Kamen Rider Blade

 
Yui Kanzaki 



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