Kamen Rider Legend Temporada 3 - Kamen Rider Happypare e o resgaste de Rakia -Capítulo 01
Uma obra fanfic de Jirayrider_Decade
AVISO
Assim, como nas demais histórias do Projeto Kamen Rider Legend, agora na 3ª Temporada, essa fanfic se passa no Novo Mundo construído por Build e consolidado por Zi-O, ao renunciar o posto de Rei tirano do futuro pra salvar seus amigos
Nesse contexto, os Riders de todas as Eras vivem numa mesma realidade.
A presente história ocorre pós eventos da série Kamen Rider Gavv e dentro do universo de Kamen Rider Zeztz, a série atual
O autor
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PRÓLOGO
Depois do nascimento do Novo Mundo criado por Kiryuu Sento, o Kamen Rider Build, e dos eventos que abalaram o próprio tempo em Kamen Rider Zi-O, a realidade finalmente encontrou um eixo estável.
Sougo Tokiwa selou o futuro que o transformaria em Ohma Zi-O e renunciou ao trono que nunca quis de verdade — e, ao fazê-lo, escolheu algo maior: salvou seus amigos, preservou o presente e permitiu que o mundo seguisse adiante sem um rei demônio governando o destino da humanidade.
O resultado foi o nascimento de uma única linha temporal.
Um mundo onde Riders de diferentes eras coexistiam na mesma realidade.
No início, ninguém tinha certeza se aquilo duraria por muito tempo.
Muitos lembravam de mundos que haviam sido criados e destruídos antes. Linhas do tempo que se quebraram como vidro de fina espessura.
Mas, dia após dia, aquela realidade se mostrava… firme.
Imperfeita.
Cheia de cicatrizes.
Mas firme.
E então veio o primeiro sinal de que a estabilidade tinha um preço.
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Flashback
O Incidente de Fuuto
O laboratório experimental nos arredores de Fuuto entrou em colapso às 02h17 da manhã.
Alarmes ecoavam.
O núcleo energético vibrava além do limite seguro. Leituras impossíveis apareciam nas telas — como se a energia estivesse sendo puxada… para fora da própria realidade.
—Isso não é sobrecarga! — Sento murmurou, já transformado em Build — É interferência dimensional!
A explosão rasgou a noite da cidade de Fuuto como um relâmpago feito de vidro.
O laboratório inteiro tremeu. Luzes estouraram no teto.
—Queda de contenção no setor três! — a voz de Misora soou pelos comunicadores, cortada por interferência. — Sento, o reator entrou em cascata! Temos menos de dois minutos!
Build não respondeu. Já estava correndo.
Os painéis piscavam em vermelho um após o outro, como um coração entrando em colapso.
O chão vibrava sob seus pés. Tubos estouravam. Vapor escapava em jatos cegos.
—Dois minutos…— murmurou. — Sempre dois minutos.
Pelo comunicador, a resposta veio rápida:
—Evacuação em andamento. Black RX já está retirando os civis do setor externo. Blade e Kabuto estão isolando o núcleo. — Uma breve pausa. —Se isso romper, a cidade inteira sentirá
Sento, dentro da armadura, apertou os dentes, em extrema angústia:
—Então não vai romper.
Ele entrou na sala de controle no mesmo instante em que outra explosão sacudiu o prédio.
Uma tela apagou.
Outra mostrou leituras impossíveis: a energia estava se dobrando sobre si mesma, formando picos que não deveriam existir.
—Isso não é só sobrecarga… — sussurrou. — É instabilidade de fronteira.
Como se o mundo estivesse… mal costurado.
Kabuto surgiu na porta, rápido demais para ser apenas “chegar”.
—O núcleo está reagindo a algo que não é deste lado — disse, calmo demais para o caos ao redor. —Minha avó dizia que quando o tecido da realidade rasga, o conserto nunca fica invisível.
Blade já estava no centro da sala, espada cravada no chão, estabilizando manualmente um dos condutos.
—Menos filosofia. Quanto tempo temos?
—Um minuto — respondeu Build. — Talvez menos...
A voz de RX entrou no canal, com ruído de vento e impacto ao fundo:
— Último grupo de civis saindo agora. Vocês têm trinta segundos antes de eu puxar todo mundo daí à força.
O prédio gemeu.
Por um instante — só um — Sento teve a sensação clara de que algo do outro lado estava empurrando de volta.
Como se a própria realidade estivesse sob pressão.
— Agora! — ele gritou.
Blade puxou a espada. Kabuto se moveu como um borrão. RX confirmou a retirada total.
A explosão veio — contida, imperfeita, brutal — mas suficiente.
Quando a poeira baixou, o laboratório ainda estava de pé.
Silêncio.
Respirações pesadas.
Sento, já em sua forma civil, encarou as leituras restantes nas telas.
Pequenos picos ainda dançavam nas bordas dos gráficos, como cicatrizes que se recusavam a desaparecer.
—A contenção segurou…— ele disse. —Mas isso não foi um acidente.
Kazuma Kenzaki franziu o cenho.
— Então o que foi?
Sento fechou os olhos por um segundo.
— Foi a fronteira reclamando.
Shoji Tendou, cruzou os braços.
—Então o mundo ainda não terminou de se ajeitar depois de ser salvo.
Do lado de fora, visível pela janela quebrada, Issamu Minami pousou.
—E quando o mundo não termina de se ajeitar…— ele disse — alguém sempre cai pelas rachaduras.
Sento sentiu um frio estranho no estômago.
O reator não explodiu.
Mas também não saiu ileso.
Quando a contenção foi finalmente estabilizada, Sento ficou em silêncio diante das leituras restantes.
Pequenos picos de energia continuavam surgindo na borda dos gráficos.
Como rachaduras invisíveis.
— A fusão dos mundos deixou cicatrizes — ele concluiu. — E algumas ainda estão abertas.
Ninguém respondeu.
Mas todos entenderam.
O mundo tinha sido salvo.
Só que ainda estava se ajustando.
E quando a realidade se ajusta… algo sempre escapa pelas frestas.
A partir dali, algo novo começou a nascer.
Não uma organização formal.
Não um exército.
Mas uma irmandade.
Uma rede de apoio voluntária entre Riders.
Cientistas como Sento e George Karizaki passaram a colaborar com tecnologia compartilhada.
Guerreiros de épocas diferentes passaram a se reconhecer como iguais.
Não era mais sobre eras.
Era sobre escolha.
E foi nesse mundo — reconstruído pela renúncia de um rei e sustentado pela memória de inúmeras batalhas — que a história de Sachika Amane, a CEO da Empresa Happipare, começou a mudar.
Porém, em algum lugar, muito longe dali, algo já estava dando errado.
E alguém, em algum ponto entre mundos, já estava pagando o preço.
CAPÍTULO 1 — UM ENCONTRO DOCE NA NASCITTÁ
Parte 1: Sozinha no Silêncio
Quatro da tarde...
A Happipare estava fechada.
Não era comum Sachika Amane trancar as portas da própria empresa antes das seis da tarde, mas naquele dia ela precisava de silêncio.
O tipo de silêncio que só vem quando não há clientes sorrindo, funcionários conversando ou entregas chegando.
Ela estava sentada no chão da cozinha industrial, encostada no balcão de inox, com uma xícara de chá já frio nas mãos.
A luz do fim de tarde entrava pelas janelas altas, cortando o espaço em faixas douradas e sombras longas.
Sachika olhou para a xícara.
—Quando foi a última vez que fiz algo só pra mim?
A pergunta veio, em voz alta, sem aviso, e ela não soube responder.
Desde que conhecera Shoma, Hanto Karakida e Rakia Amarga, com todos seus traumas e perdas causada pelo Mundo dos Granutes, perdidos e tentando sobreviver (no caso de Shoma e Rakia) num mundo humano —, a Happipare tinha se tornado mais do que uma empresa.
Tinha virado um porto seguro.
Um lar improvisado.
E ela… ela tinha virado a pessoa que segurava tudo junto.
A irmã mais velha superprotetora de Shoma, a quem chamava carinhosamente de “Umasho”.
A também irmã implicante do esquentado Hanto, que ela chamava de “Hanty”.
Por fim, o Granute Rakia , ou o seu “Lakian”; que ela mal conseguia disfarçar, embora, nunca verbalizasse, o interesse romântico que a pegou de jeito.
Sachika sorriu sozinha, mas o sorriso era cansado.
—Não que eu me arrependa. Jamais. — disse a si mesma.
Shoma estava bem agora.
Voltara a estudar, treinava em segredo, ajudava na Happipare e criava sobremesas que faziam os clientes chorarem de tão boas.
Ele ainda carregava cicatrizes — a perda da família, as batalhas, o peso de ser Gavv —,mas cada dia era uma pequena vitória.
Hanto também seguia em frente.
Continuava como freelancer, investigando, escrevendo, nunca parando. Mas às vezes, quando enviava mensagens pra ela e pra Shoma, tirando as broncas costumeiras que ela fazia sobre o jeito impulsivo e colérico de Hanto, Sachika percebia um certo tom melancólico.
Ele sentia falta de Rakia.
Todos sentiam.
E Rakia…ou, melhor: o seu “Lakian”
O peito de Sachika apertou.
Ela deixou a xícara de lado e abraçou os próprios joelhos.
Rakia…
A imagem dele surgiu na mente dela com clareza dolorosa: o jeito rabugento, sempre reclamando de tudo, especialmente das sobremesas doces demais.
Mas sempre voltava.
Sempre comia mais um pedaço.
Sempre ficava por perto, mesmo fingindo que preferia estar em qualquer outro lugar.
—Droga, Sachika… Isso tá doce demais. Prefiro as pedras do Mundo Granute...
Ela costumava rir daquela frase.
Agora, só conseguia sentir o vazio que ele deixara.
As coisas foram acontecendo e Rakia acabou ficando preso no Mundo Granute .
Ele não merecia aquilo.
Sachika respirou fundo, lutando contra as lágrimas que teimavam em aparecer.
Ela abraçou os joelhos.
— Eu odeio isso…
Em seguida, se levantou, num rompante agitado.
O soco na mesa foi pequeno. Mas real.
—Eu odeio só esperar.
A frase ecoou na cozinha vazia.
Não era justo.
Shoma lutava todos os dias. Hanto investigava e, como Kamen Rider Valen, também lutava, ajudando Shoma e fazendo a diferença.
Rakia, como Kamen Rider Vram, para impedir que novos portais do Mundo Granute para o mundo humano se abrissem e causasse mais vítimas, destruiu a todos eles, pagando o preço de ficar preso pra sempre
E o mundo tinha dezenas e dezenas de Riders lendários.
Gênios científicos.
Heróis que cruzavam dimensões.
E ela?
Esperava.
— Se eu tivesse poder…
A ideia parecia absurda.
Ela, empresária de confeitaria, atravessando fronteiras dimensionais?
Mas o pensamento não morreu.
Ele ficou.
E cresceu.
— Por que só os outros podem lutar?
Ela, Sachika Amane, empresária de confeitaria, virando uma Kamen Rider?
Lutando contra criaturas interdimensionais?
Atravessando a fronteira entre mundos?
Mas a raiva não deixou a fantasia morrer.
—Por que não?
—Por que só os outros podem lutar?
—Por que eu tenho que ser sempre a que fica pra trás?
O silêncio da cozinha não tinha respostas.
Sachika ficou ali por mais alguns minutos, deixando o peso daqueles pensamentos verbalizados assentar.
Então, devagar, se levantou.
Lavou a xícara e a guardou.
Pegou a bolsa.
E, quando trancou a porta da Happipare e olhou para o céu alaranjado do entardecer, algo dentro dela já estava diferente.
Não era esperança ainda.
Mas era… vontade.
Sua mente só indicava um lugar: A Cafeteria Nascittá.
Ela precisava reencontrar algumas amigas. As queridas integrantes das Riders Girls Remix. (*01)
Ela já se considerava uma integrante civil de apoio.
Ao se lembrar daquele dia, do dia em que conheceu as Riders, Rinne Kudo — a Majade (*02) — tinha sido o centro de tudo.
As câmeras, as sirenes, os olhares… tudo girava em torno dela.
Sachika, não.
Era só mais uma civil no meio da multidão, alguém que assistia de longe e depois voltava pra casa tentando fingir que aquilo não tinha mudado nada.
Na época, acreditou que seu lugar era esse: observar, sobreviver, seguir em frente.
Agora, enquanto o mundo parecia prestes a se partir de novo, entendeu o quanto estava errada.
Naquele dia, ela só assistiu.
Mas a história já tinha começado a puxá-la para dentro.
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2: Memórias de Pedra e Açúcar
No caminho até a Nascittá, Sachika passou por um parque pequeno onde costumava sentar com Rakia.
Ela parou.
A memória veio tão vívida que quase doeu.
Três meses atrás...
Rakia estava sentado num banco, de braços cruzados, encarando um carrinho de sorvete como se fosse um inimigo pessoal.
—Não vou comer isso — disse, seco, abaixando de leve o seu chapéu preto.
Sachika estava ao lado dele, segurando dois picolés de morango.
— Ah. Lakian! Você disse que ia experimentar.
— Droga...Eu menti.
Ela riu.
—Lakian, você não pode passar a vida toda recusando tudo que é doce. Vai acabar virando pedra de verdade.
Ele bufou, mas pegou o picolé mesmo assim.
Deu uma lambida.
Franziu a testa.
— …É horrível.
— Mentiroso. — a resposta veio imediata.
Ele desviou o rosto, mas continuou comendo.
Ficaram em silêncio por alguns minutos, só observando as pessoas passarem.
— Sachika… — ele disse, de repente.
— Hm?
— Por que você faz isso?
—Fazer o quê? — ela questionou, fingindo não entender onde Rakia queria chegar.
—Isso... — Ele gesticulou vagamente. —
Ela piscou, surpresa.
— Eu não finjo…
—Finge sim. — Rakia a encarou. — Eu vejo. Você tá sempre tentando fazer os outros felizes. Mas e você? Quem faz você feliz?
Sachika ficou sem palavras.
Por um momento, não soube o que dizer.
Então sorriu — mas dessa vez, foi um sorriso diferente.
Mais suave.
Mais verdadeiro.
—Vocês fazem — disse, simplesmente. — Você, o “Umasho” , o “Hanty”. Ver vocês seguros, sorrindo, vivendo… isso me faz feliz.
Rakia ficou em silêncio com a resposta tão sincera e tratou de mudar o assunto.
Então, em voz mais baixa, reclamou:
— …Tsc. Que resposta cafona!
Mas ele não desviou o olhar.
E, quando terminaram os picolés, foi ele quem sugeriu:
—Amanhã você traz outro sabor. Só pra eu poder reclamar de novo...
Sachika riu tanto que quase caiu do banco.
A lembrança se dissolveu, e Sachika voltou ao presente.
O banco ainda estava ali.
Vazio.
Ela apertou a alça da bolsa, decidida:
—Eu vou te trazer de volta, Lakian...Eu juro.
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Parte 3: A Mesa das Riders Girls Remix
A Cafeteria Nascittá estava tomada pelo aroma reconfortante de café fresco e pela doçura de bolos recém-saídos do forno.
As luzes suaves e a trilha discreta de jazz criavam o clima perfeito para uma tarde tranquila — coisa rara para quem vivia cercado de histórias de batalhas, monstros e heróis mascarados.
Do lado de fora, a cidade seguia seu ritmo normal. Pessoas indo e vindo, risadas, passos apressados.
Ninguém ali imaginava quantas vezes aquele mesmo mundo já estivera à beira do colapso — e quantas vezes fora salvo por figuras mascaradas que agora tentavam, aos poucos, reaprender a viver como pessoas comuns.
Na mesa principal, Misora Isurugi tomava seu chá de ervas com um sorriso sereno, enquanto Sakura Igarashi e Sawa Takigawa riam ao relembrar uma missão recente.
As três faziam parte daquele curioso laço que unia Riders de origens diferentes — a tal "irmandade" que surgira depois que o mundo aprendera, da maneira mais difícil, que ninguém deveria lutar sozinho.
Muitos risos...
A conversa colocada em dia .
Sawa falava de seu noivado com Gentoku Himuro, o Kamen Rider Rogue.
Misora, estava indecisa de como utilizar o prêmio recebido por ser eleita a Youtuber do Ano, com a sua personagem Miitan.
Ela queria muito viajar ou, para as Ilhas Gregas, com o namorado Kasumi Sawatari, o Kamen Rider Grease, ou para alguma ilha do Caribe.
Sakura, por sua vez, falava dos irmãos Ikki Igarashi e Daiji, respectivamente os Riders Revi e Live e como os jeitos deles de superprotetores, por vezes , a incomodava.
— Eu sei me defender! Sou boa de briga ... Se bobear, como a Rider Jeanne, dou uma sova neles...
Com elas estava Sachika Amane.
Ela sorria, participava da conversa, mas Misora percebeu a tristeza nos olhos dela.
—Sachika-san — disse Misora, cuidadosa. —Você está bem?
Sachika piscou, como se tivesse sido pega desprevenida.
—Ah, sim! Claro. Só… um pouco cansada...
Sakura inclinou a cabeça.
— Trabalho?
— Mais ou menos...
Sawa observou em silêncio por um momento, então disse:
— É o Rakia, né?
O sorriso de Sachika vacilou.
Ela olhou para a xícara de café, mexendo devagar com a colher.
— …É. — A voz saiu mais baixa do que ela pretendia.
—Faz três meses. E eu… eu não consigo parar de pensar que ele está lá, sozinho, naquele lugar horrível, e eu não posso fazer nada.
Sawa ficou em silêncio por um instante, então sorriu de leve.
— Você fala como se nunca tivesse estado no meio disso antes, Sachika. Mas esteve. No caso da Majade, lembra? Você não lutou, não tinha Driver… mas ficou. Ajudou no que pôde.
Ela inclinou a cabeça, com um olhar sincero.
—Pode não parecer muito, mas pra quem estava lá, isso já dizia bastante.
—E não foi pouca coisa — acrescentou Misora, com suavidade. — Nem todo mundo precisa estar na linha de frente pra fazer diferença.
Sakura tocou a mão dela.
— Você já faz muito, Sachika-san. A Happipare é um lugar seguro por sua causa. O Shoma conseguiu se recuperar por sua causa.
—Eu sei. — Sachika respirou fundo. — Mas… às vezes eu sinto que não é suficiente. Que eu deveria ser capaz de… de lutar também.
—Como vocês...,Kamen Riders.
Misora e Sawa trocaram um olhar rápido.
—E se você pudesse? — perguntou Misora.
Sachika ergueu a cabeça, confusa.
— Como assim?
Misora apoiou a xícara na mesa, os olhos brilhando com uma ideia.
—Sento e George vivem colaborando com outros Riders desde que o Novo Mundo se estabilizou. Eles já criaram Drivers seguros, totalmente tecnológicos, sem cirurgia ou risco biológico.
Sawa se animou:
— Nossos Drivers estão bem adiantados....Eu serei em breve a Build Rogue...
—Misora será a Kamen Rider Vernage..
—Yui Kanzaki, embora o caso dela seja mais difícil, a Femme Survive...
—Só a Akiko Narumi, que decidiu se manter civil e usar o poder das pantufas...rsrsrs...
— Ela é a nossa líder... Se não na armadura, mas uma Rider no coração...
Olhando para Sachika, Sawa sugere:
— No seu caso, o tema doce viria a calhar...Eles iam adorar o desafio.
Sachika arregalou os olhos.
—Vocês estão falando sério? Eu… virar uma Kamen Rider?
Sakura sorriu.
—Por que não? Você já tem algo que muitos Riders demoraram anos pra conquistar: um motivo puro pra lutar.
Sachika ficou em silêncio.
A ideia que, horas antes, num lampejo, a própria Sachika chegou a cogitar, mas rapidamente renegou, parecia-lhe grande demais...
Assustadora demais...
E, ao mesmo tempo… estranhamente certa.
O medo veio primeiro — medo de se machucar, medo de preocupar Shoma, medo de falhar quando alguém realmente precisasse dela.
Mas logo atrás veio outra sensação: o cansaço de apenas esperar, de apenas torcer, de apenas ouvir notícias ruins sem poder fazer nada.
— Eu… — Sachika hesitou por algum instante — Não sei...Eu teria que falar com o Umasho
Ele não vai querer que eu passe pelo que ele passou.
Misora assentiu.
—É justo. Mas pense nisso: se esse mundo existe porque pessoas escolheram proteger umas às outras… talvez seja a sua vez de escolher também.
Sachika olhou para as três mulheres à sua frente.
Todas elas tinham lutado.
Todas tinham cicatrizes.
Todas tinham escolhido.
“Por que eu seria diferente?” — pensou rapidamente.
Ela fechou os olhos por um instante, respirando fundo.
Quando abriu de novo, havia algo diferente no olhar.
Uma determinação inabalável de mudar a sua própria historia e das pessoas que ela tanto amava.
—Digam ao Sento e ao Karizaki… — Sachika pausou, depois completou com firmeza: — Que eu aceito!
Sakura e Sawa comemoraram na hora.
Misora apenas sorriu, satisfeita.
— E o nome? — perguntou Sawa, empolgada. — Já pensou?
Sachika sorriu — dessa vez, um sorriso verdadeiro, cheio de determinação:
— Kamen Rider Happypare com “y”, para diferenciar da minha empresa...
Sakura bateu palmas.
—Perfeito! Happypare!
—Totalmente a sua cara!
Sachika riu, mas então sua expressão ficou séria.
— E minha primeira missão… — ela disse, a voz firme como aço — …vai ser resgatar o Lakian daquele Mundo Granute.
Fez uma pausa.
— E quando eu trouxer ele de volta… — um pequeno sorriso travesso apareceu — …vou obrigar ele a comer dez das minhas sobremesas mais doces.
A mesa explodiu em risadas.
O ar da Nascittá pareceu ficar mais leve, s doce, carregado de promessa.
Mas, por trás daquele riso, havia também a sensação clara de que uma nova batalha estava sendo anunciada.
E que, desta vez, Sachika Amane não ficaria esperando do lado de fora




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