Kamen Rider Legend -Temporada 3 - Sachika, a Rider Happypare e o resgate de Rakia- Capitulo 5 (final)

 

 
 
Kamen Rider Legend
 
Sachika, a Rider Happypare e o resgaste de Rakia 

CAPÍTULO 5 (FINAL) — O PREÇO DO RETORNO

Parte 1: A Fúria do Guardião

As placas rochosas começaram a se reorganizar de modo assustadoramente contínuo.

Fragmentos vermelhos pulsaram como se respondessem a um chamado antigo.

Uma voz familiar ecoou — a mesma que Sachika ouvira no porto.

— Você voltou…

— …mas agora eu sou ABSOLUTO!

A energia da Fronteira convergiu para ele, comprimindo-se em torno de seu corpo colossal.

— Keeper não falha duas vezes.

E então, o Guardião Final revelou sua verdadeira identidade:

Keeper Evoluído.

A criatura guardiã se ergueu por completo, e o chão do Mundo Granute tremeu sob seu peso massivo.

Era colossal — três vezes maior do que qualquer ameaça que Sachika já tinha enfrentado em seu curto tempo como Rider.

Seu corpo parecia feito de placas rochosas do próprio Mundo Granute, entrelaçadas com veios de energia pulsante que brilhavam num tom vermelho doentio, como sangue correndo por veias de pedra.

Cada passo da criatura fazia o mundo inteiro vibrar, como se a própria fronteira entre dimensões estivesse prestes a se partir sob a pressão.

Kamen Rider Blade avançou um passo firme e empunhou o Blay Rouzer com ambas as mãos.

— Essa coisa não vai nos deixar sair fácil.

Kabuto observou a criatura com aquele olhar calculista que sempre antecedia algo impressionante, girando levemente o pescoço como um lutador se aquecendo.

—Minha avó dizia que quanto maior o obstáculo, mais elegante deve ser a vitória.

Ele ajeitou a postura, relaxando os ombros.

—E elegância… é minha especialidade.

Gotchard bateu os punhos um no outro, recitando o mantra alquímico, surgindo, na sequência, numerosas faíscas alquímicas que se tornaram poderosa fonte de energia .

—Todas as coisas surgem da combinação do 0+1...Isso será meu grande Gotchaaa!!! Hora do clímax final!

Rakia, ainda fraco e apoiado em Sachika, olhou para os Riders com uma mistura de incredulidade e gratidão mal disfarçada.

— Vocês… vocês vieram até aqui… por minha causa?

Sachika segurou-o com firmeza, ajustando o braço dele sobre seus ombros.

— Óbvio, Lakian. Você acha que eu ia deixar você apodrecer nesse lugar horrível?

Ele desviou o olhar, claramente desconfortável com a carga emocional crua na voz dela.

— …Tsc. Idiota.

Mas, mesmo assim, não soltou a mão dela.

Gavv deu um passo à frente, colocando-se entre Sachika e a criatura.

— Rakia, fica com a Sachika-san. A gente cuida disso.

A criatura rugiu — um som grave, profundo, que fez o ar vibrar como vidro prestes a estilhaçar — e avançou pesadamente.

Kabuto foi o primeiro a se mover.

Seu corpo pareceu desaparecer por completo — não era invisibilidade, era velocidade pura transcendendo percepção humana.

No piscar de olhos, já estava atrás da criatura, desferindo uma sequência devastadora de golpes precisos nas juntas das pernas rochosas.

—O Clock Up nunca envelhece.

A voz dele ecoou de três lugares diferentes simultaneamente enquanto continuava se movendo em velocidade impossível.

O monstro cambaleou, surpreso pela primeira vez, mas não caiu. As placas de pedra rangeram alto, se rearranjando e se regenerando parcialmente.

Blade aproveitou a abertura criada por Kabuto, avançando em linha reta como uma lança humana e cortando uma das placas regeneradas com um golpe limpo e brutal do Blay Rouzer.

O impacto gerou uma explosão de energia azul que forçou a criatura a recuar vários metros, deixando um rastro de pedras rachadas.

—Continue pressionando! Não deixem ela se estabilizar!

Gotchard saltou alto— absurdamente alto, desafiando a gravidade através de energia alquímica pura —, combinando suas Ride Chemy Cards num ataque em cadeia espetacular.

—Gotchaaa!!! Combustão perfeita!

A explosão alquímica atingiu o peito da criatura em cheio, abrindo uma rachadura profunda e brilhante que revelou energia vermelha pulsando por baixo como um coração exposto.

Por um instante glorioso, pareceu que ia funcionar. Que eles conseguiriam derrubar aquela abominação juntos.

Mas então a criatura se firmou novamente.

Ela abriu os braços massivos e começou a absorver energia diretamente da própria fronteira dimensional.

O ar ao redor distorceu violentamente, cores se misturando de formas que não deveriam existir, e seu corpo começou a crescer ainda mais.

— Droga… — murmurou Gavv. — Ela tá se alimentando daqui! Da própria estrutura do mundo!

A voz de Sento soou urgente pelo comunicador embutido nos Drivers:

—Se ela continuar assim, vai desestabilizar toda a fronteira! Os dois mundos vão colidir! Vocês têm que acabar com isso AGORA!

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Parte 2: O Sacrifício Necessário

Sachika olhou para a criatura crescente, depois para Rakia apoiado em seu ombro, depois para o Happy Driver em sua cintura ainda brilhando com energia residual.

Uma ideia perigosa começou a se formar em sua mente.

Arriscada.

Potencialmente fatal.

Mas talvez… a única opção real que tinham.

—Zeztz… — ela chamou mentalmente, sabendo que ele estava observando de algum lugar entre sonho e realidade. — Você tá aí?

A resposta veio imediata, como se ele estivesse esperando que ela perguntasse:

—Estou. O que você precisa?

Sem perder tempo, Sachika externa sua dúvida:

—Você disse que a fronteira mistura sonho e realidade. Que emoções têm poder físico aqui.

—Então… se eu usar toda a energia do Driver de uma vez… liberar tudo sem restrições… posso criar um impacto grande o suficiente pra derrubar essa coisa?

Houve um breve silêncio pesado.

—Sim, mas vai custar;

— Custar o quê?

—A estabilidade do Driver. E… talvez parte de você...

Um frio percorreu a espinha de Sachika.

— Parte de mim? O que isso significa exatamente?

Zeztz responde:

—A fronteira cobra preços daqueles que a forçam além do limite. Se você sobrecarregar o Driver, ele pode queimar circuitos emocionais. Memórias. Sentimentos. Você pode perder algo… importante. Algo precioso.

Sachika olhou para Rakia, que a observava com uma expressão de medo mal disfarçado por trás da habitual carranca.

—Sachika… não faz isso — disse ele, a voz rouca saindo com dificuldade. — Não vale a pena. Eu não valho isso.

Ela sorriu — um sorriso triste, mas absolutamente certo de si.

— Claro que vale, Lakian.

Então se virou para os outros Riders, gritando alto para ser ouvida sobre o rugido da criatura:

—Umasho! Blade! Kabuto! Gotchard! Quando eu atacar, recuem imediatamente! Não quero ninguém perto!

—Sachika-san, o que você vai fazer?! — Gavv gritou de volta, pânico evidente na voz distorcida pelo Driver.

Ela não respondeu com palavras. Apenas correu em direção à criatura, deixando Rakia aos cuidados de Blade.

O Happy Driver vibrou violentamente em sua cintura, como se estivesse gritando um aviso desesperado através de frequências que só ela conseguia sentir.

Luzes de advertência que normalmente não existiam começaram a piscar em vermelho ao redor do dispositivo.

Mas Sachika não parou. Não hesitou. Não olhou para trás.

Ela pegou o Happy-Gochizo com mãos firmes e o inseriu no Driver com força.

Então girou a manivela lateral.

Não uma vez.

Não duas.

Três vezes completas.

HENSHIN OVERDRIVE!!!

WARNING! WARNING! EMOTIONAL CIRCUITS OVERLOAD!

SWEET... HAPPINESS... MAXIMUM!!!

A luz rosa explodiu ao redor de Sachika com uma intensidade que ninguém jamais tinha visto antes — muito mais brilhante, muito mais intensa do que qualquer transformação anterior.

Não era apenas luz.

Era emoção solidificada. Era vontade pura se tornando física.

A armadura de Happypare brilhou como uma estrela prestes a se partir, e pequenas fissuras de energia começaram a surgir na superfície rosa e branca, como se o próprio poder estivesse tentando desesperadamente escapar de um recipiente pequeno demais para contê-lo.

Partículas que pareciam açúcar de confeiteiro incandescente começaram a orbitar ao redor dela, formando um redemoinho luminoso.

O cheiro de bolo recém-saído do forno — impossível, absurdo num lugar como aquele — preencheu o ar ao redor.

A criatura avançou para esmagá-la, mas Blade, Kabuto e Gotchard se colocaram no caminho por um breve e crucial instante, abrindo espaço.

Kabuto, num último movimento em Clock Up, cortou o ar diante do monstro e recuou como um fantasma.

Blade cravou a espada no chão e liberou uma onda massiva de energia que desequilibrou a criatura.

Gotchard saltou e explodiu outra combinação alquímica bem no rosto do guardião, cegando-o temporariamente.

— Agora, Sachika! — gritou Gavv com tudo que tinha.

Sachika saltou — não tão alto quanto Gotchard, mas alto o suficiente — girando o corpo no ar como se fosse um batedor de confeitaria cortando massa, energia rosa e branca formando um redemoinho devastador ao seu redor.

Cada memória feliz que ela carregava alimentou o golpe:

O primeiro bolo que fez sozinha.

O sorriso de Shoma ao provar suas sobremesas.

As risadas de Hanto mesmo quando fingia irritação.

Rakia reclamando que estava doce demais… mas voltando sempre.

HAPPYPARE…

FINAL STRIKE!!!

O impacto foi cataclísmico.

A energia atravessou a criatura como uma onda de luz pura e avassaladora, purificando o vermelho doentio em partículas brilhantes que se dissiparam como açúcar de confeiteiro se dissolvendo no ar.

O corpo do monstro se desfez de dentro para fora, camada por camada, até não restar absolutamente nada além de poeira luminosa flutuando lentamente.

A explosão final de energia iluminou todo o Mundo Granute como se um segundo sol tivesse nascido por um breve momento.

E então… silêncio absoluto.

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Em outro lugar

No limite entre sonho e realidade, a Lua Minguante avermelhada refletiu a explosão à distância.

Zeztz observava em silêncio.

O visor vermelho brilhou suavemente.

Ele fechou os olhos por um breve instante.

— Missão cumprida.

Não houve celebração.

Não houve alívio.

Apenas constatação.

Uma etapa havia sido concluída.

Rakia foi recuperado.

Mas a guerra… ainda não.

E a Lua Minguante avermelhada continuou observando altiva no céu.

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Parte 3: O Que Foi Perdido

Quando a luz finalmente se dissipou, Sachika estava de joelhos no chão rachado.

O Happy Driver fumegava, visivelmente rachado em vários lugares, claramente danificado além do reparo simples. E ela sentia como se algo fundamental tivesse sido arrancado de dentro de si.

Não era dor física.

Era… ausência. Um vazio onde antes havia algo importante.

Gavv correu até ela primeiro, desfazendo a transformação no meio do caminho.

— Sachika-san!

— Umasho…? — A voz dela saiu fraca, distante. — Eu… eu tô bem…

Mas não estava.

As memórias pareciam distantes, borradas, como fotos antigas cobertas por névoa espessa.

Alguns rostos estavam menos nítidos. Algumas vozes, mais fracas.

Rakia se ajoelhou ao lado dela com dificuldade, ainda fraco mas insistindo, segurando-a pelos ombros.

—Ei… fica comigo! Droga, o que você fez?!

Ela sorriu — fraco, mas genuíno.

—Eu…eu te trouxe de volta, Lakian.

A voz de Zeztz ecoou suave na mente dela, carregando algo que quase parecia ser tristeza:

—O Driver queimou circuitos emocionais. Você vai se recuperar com o tempo, mas algumas memórias podem estar permanentemente danificadas. Algumas… podem nunca voltar completamente.

Sachika fechou os olhos, aceitando o peso daquilo.

— Valeu a pena.

Do comunicador, Sento gritou urgente:

—A fronteira tá colapsando! Vocês precisam sair AGORA! Não tenho como manter o portal aberto por muito mais tempo!

Blade ajudou Sachika a se levantar com cuidado.

—Vamos. Eu te carrego se precisar.

Kabuto tomou a dianteira do grupo, ainda transformado.

—Minha avó dizia que vitórias devem ser celebradas… mas só depois de estarmos em segurança absoluta.

Gotchard ajudou Gavv a carregar Rakia.

— Vamos, pessoal! Saída triunfal!

Eles correram enquanto o Mundo Granute literalmente desmoronava ao redor — estruturas flutuantes caindo, pontes se partindo, o céu rachando como vidro quebrado.

Mas correram juntos.

E atravessaram o portal de volta para casa.

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Parte 4: Recuperação

No laboratório, Misora, Sakura e Sawa correram para ajudar assim que viram o grupo emergir do portal.

Misora se dirige a Shoma:

—Vejo que venceram, mas a Sachika está mal...

Shoma, emocionado e em prantos, desabafa:

—Foi a decisão dela em se sacrificar que salvou a todos, mas temo pelas consequências disso. Se algo acontecer a ela, não vou me perdoar.

Misora, sensibilizada, toca de leve no ombro de Shoma:

—Tenha fé, Shoma-kun! Ela vai ficar bem...

Enquanto isso, Sento imediatamente analisou o Happy Driver danificado, seu rosto ficando cada vez mais sério conforme os dados apareciam nas telas.

— O núcleo emocional queimou completamente. Ela forçou além de qualquer limite seguro… Isso podia ter matado ela.

—Dá pra consertar, mas, daqui pra frente, temos que pensar em algo que não exponha Sachika a esse perigo. Vamos ter que blindá-la.

Kazuma Kenzaki, se aproxima e diz:

—Um mestre nunca abandona seus discípulos. Sachika-san é uma pupila aplicada. Cabe a mim ajudá-la a se reerguer.

—Contem comigo!

George Karizaki observou em silêncio por alguns segundos, os dedos tamborilando no braço cruzado.

Então, de repente, virou-se para Baku Yorozu, que tinha aparecido silenciosamente num canto do laboratório — sua primeira aparição física desde que tudo começou.

—Oh, please… então você é o famoso Zeztz, o misterioso Agente 007 dos sonhos.

George ajustou os óculos escuros com um sorriso provocador.

—Esperava algo mais… teatral, sabe? Portais dramáticos, luzes piscando, talvez uma fanfarra interdimensional. Mas você vem no modo discreto e eficiente... Que decepção quase artística!

Baku suspirou longamente, claramente acostumado com esse tipo de recepção.

—Não vim pra fazer show, Karizaki. Vim pra ajudar.

— Que pena. Eu adoro shows — respondeu

George, ainda sorrindo:

—Mas tudo bem...Herói misterioso também vende bem nas histórias.

Baku balançou a cabeça, quase rindo apesar de tudo.

— Vocês são sempre assim?

—Você se acostuma — respondeu Sento, suspirando cansado mas sorrindo de leve.

Mas, mudando o semblante, ele encara Baku e diz, estendendo a mão para ele:

—Muito obrigado por ter ajudado Sachika-san no mundo dos sonhos.

—Sua ação foi decisiva para entendermos o que está abalando o Novo Mundo...

— Seja bem-vindo à Irmandade Rider, Kamen Rider Zeztz!

Baku faz um gesto marcial de agradecimento respeitoso e responde, cumprimentando Sento.

—É uma honra pertencer a Irmandade Rider...

— Mas, devo alertar: a costura da fronteira trará novas ameaças.

—Happypare tem uma função importante nesse cenário...

—Da minha parte, contem comigo nas próximas missões.

Sento assente com a cabeça e revela os planos futuros da Irmandade:

—A Irmandade Rider, agora com a sua preciosa ajuda estará sempre em alerta.

—Decade, ZI-O , Legend e Den-O, os nossos guardiões dimensionais, estão a par de tudo pretendem conversar com você, em breve.

—Os Riders Showa, como Ichigou, RX e outros, também se propuseram a ajudar.

—As Riders Girls Remix, além da própria Sachika terão novas adesões, como a Nova Tackle, e a Misora, a Sawa e a Yui Kanzaki e até a Kohana, como nova Riders...

—Graças aos deuses da ciência, nossa união enquanto Irmandade, é um caminho sem volta...

Karizaki toma a palavra e não perde a oportunidade e provoca, Baku:

— Ok, man! Só te proíbo invadir os meus sonhos .Eles são perfeitos.

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Três dias depois.

Sachika acordou finalmente no terceiro dia de recuperação.

O Happy Driver estava sobre a mesa ao lado da cama — consertado por Sento e George trabalhando juntos, mas ainda visivelmente marcado pelas cicatrizes de batalha. Rachado mas funcional.

Quebrado mas não destruído.

Igual a ela mesma.

Shoma estava dormindo desconfortavelmente numa cadeira ao lado da cama, a cabeça tombada num ângulo estranho.

— Você nos deu um susto enorme, Sachika-san — ele disse assim que percebeu que ela tinha acordado, esfregando os olhos cansados mas sorrindo aliviado.

Rakia entrou no quarto nesse momento, ainda mancando levemente mas muito melhor do que estava no Mundo Granute. Ficou em silêncio por um longo momento, apenas olhando para ela.

— …Você é uma idiota.

Sachika riu — fraco, mas genuíno.

— Oi pra você também, Lakian.

Ele se aproximou devagar e sentou na beirada da cama.

— Obrigado.

A palavra saiu baixa, quase inaudível, mas carregada de um peso emocional que fez o peito de Sachika apertar.

Eles se entenderam no silêncio confortável que só existe entre pessoas que realmente se importam.

Nesse momento, ao olhar para Shoma, Sachika sente que esquecera de algo importante.

— Umasho....Como é que foi que a gente se conheceu mesmo ?

Shoma olha para Rakia desolado.

Ele pensou rapidamente:

“Esse é o preço que ela pagou...Ela esqueceu que me encontrou caído num banco de um praça e me acolheu como funcionário da Happipare....Isso é muito triste”...

Com carinho, ele explica para Sachika, que diz:

—Não me lembro mas...se você disse, Umasho, eu sei que é verdade...

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EPÍLOGO 

 Entre Pedras, Açúcar e Sonhos

Duas semanas depois.

A Cafeteria Nascittá estava completamente lotada.

A celebração do retorno de Rakia tinha atraído não apenas o círculo próximo de amigos, mas também vários Riders que tinham ajudado direta ou indiretamente ao longo da jornada.

Misora, Sakura e Sawa, Rinne Kudo e Akiko Narumi — integrantes das Riders Girls Remix — estavam radiantes.

 Sento e George discutiam animadamente sobre melhorias futuras no Happy Driver.

Kazuma Kenzaki conversava seriamente com Baku Yorozu sobre técnicas de combate.

Houtarou Ichinose trocava ideias com Hanto Karakida, propondo fazer um Gochizo através da alquimia.

  Souji Tendou… estava sendo Tendou, naturalmente o centro das atenções mesmo sem tentar.

E no centro de tudo, numa mesa especial, Sachika colocou cuidadosamente uma fatia generosa de bolo de morango — sua especialidade — na frente de Rakia.

—Eu fiz especialmente pra você, Lakian.

Ele olhou para o bolo como se fosse uma armadilha mortal.

—…Tsc. Prefiro as pedras do Mundo Granute.

Mas, mesmo reclamando, ele pegou o garfo.

Provou.

Parou.

Engoliu devagar.

— …Droga. Tá gostoso.

A mesa inteira explodiu em risadas e aplausos.

Shoma ria tanto que quase caiu da cadeira.

Hanto (que tinha voltado especialmente para a celebração), ao lado de Ichinose, batia na mesa de tanto rir.

Mesmo Kenzaki sorriu discretamente.

Em outro canto da cafeteria, Souji Tendou observava tudo com aquele sorriso característico — não arrogante dessa vez, mas genuinamente satisfeito.

Sento se aproximou dele, segurando uma xícara de café.

—Obrigado por ter vindo, Tendou. Sua ajuda foi essencial.

Tendou deu de ombros com falsa modéstia.

— Minha avó dizia: o melhor dos mundos não é aquele sem batalhas… mas aquele onde sempre há alguém disposto a lutar ao seu lado.

Ele olhou para Sachika e Rakia, depois para Shoma, depois para todos os Riders reunidos naquela pequena cafeteria acolhedora.

— E olhando ao redor… acho que finalmente encontramos esse mundo.

Sento sorriu e ergueu sua xícara num brinde silencioso.

Mais tarde, quando a celebração já estava acalmando e as pessoas começavam a se despedir, Sachika e Rakia ficaram do lado de fora da Nascittá, observando as estrelas em silêncio confortável.

Ela ainda sentia aquele vazio estranho onde algumas memórias tinham estado.

Algumas coisas estavam borradas. Alguns detalhes, perdidos para sempre.

Mas ela lembrava do que importava.

Lembrava por que tinha lutado.

Lembrava quem tinha salvado.

E lembrava — perfeitamente, cristalino — da sensação das mãos de Rakia segurando as dela naquele exato momento.

— Sachika…

— Hm?

— Da próxima vez que você fizer bolo… faz um pouco menos doce?

Ela riu — uma risada leve, feliz, livre.

— Nunca, Lakian. Nunca.

E, sob as estrelas de um mundo que tinha sido salvo mais uma vez, Sachika Amane — confeiteira, irmã adotiva, amiga leal, e agora Kamen Rider Happypare — soube com absoluta certeza que tinha feito a escolha certa.

Um delicado beijo no rosto de Rakia sela aquele momento.

O mundo não era perfeito.

Mas estava inteiro de novo.

E era lar.

— FIM — 

 
Sachika



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